Há alguns dias Larissa estava organizando um armário antigo na casa da mãe e achou um poema, também de muitos anos. De lá pra cá, ele não me deixa…
Ela me explicou que o prédio onde trabalhava já tinha sido um Pronto Socorro e que um dia, no meio do expediente, uma mãe chegou com a filha morta.
“Roxa a flor dos lábios
Contra o preto, o corpo
Indolor – gelo
Olho – vidro
Dor de mãe
Sem veia pra tanto ai”
28.08.1996
(Morre Isaura sem aviso)”
A moça chamava Isaura, ela me disse.
Morre Isaura sem aviso…
@gabi.francoal