Vou precisar parar a terapia

Quando a clínica é nossa escolha profissional, uma coisa que costuma nos abalar severamente no início é a desistência de um paciente.

A comunicação da desistência vem de diversas maneiras: “Vou viajar e depois entro em contato pra retomarmos”; “Eu tive um imprevisto financeiro e vou precisar abrir mão da terapia”; “Eu pensei um pouco e vou interromper nossas sessões”…

Há também uma desistência que acontece de forma mais velada. O paciente deixa de responder nosso contato.

Além de nossas necessidades e preocupações financeiras, que são legítimas porque estamos falando de trabalho, a desistência de um paciente costuma nos atingir em um outro nível. Ficamos preocupados com nossa competência e nossa insegurança cresce.

Como alguém que vende cursos para te ajudar a melhorar sua prática clínica, eu deveria dizer que o problema é falta de técnica. Mas não é isso que quero defender aqui. Talvez o problema seja justamente o contrário: você reuniu muitas técnicas e informações, mas não sabe bem como usar tudo isso ao seu favor.

Falando especialmente sobre as particularidades da primeira sessão, ela não serve apenas para conhecer o paciente. Ela também é o momento em que ele começa a compreender o que é a psicoterapia. E isso faz muita diferença ao longo do processo, favorecendo sua permanência no processo. Quando desenvolvemos o Conduções Clínicas e o minicurso A Primeira Sessão, englobamos essa temática em nosso conteúdo.

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Um abraço,

Gabi

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