Vocês se lembram que comentei que estava pensando em organizar um lugar em Ituiutaba assim como temos a Margem da Palavra em Uberlândia? Olhei várias casas e depois parti para a ideia de olhar uma sala…
Ao longo do dia, enquanto entrava nesses imóveis, fiquei pensando na disponibilidade de tempo que eu teria para cuidar da clínica/sala como é necessário. Também pensei sobre a quantidade de tempo que de fato eu teria para ampliar meus horários de atendimento em Ituiutaba e descobri que, na verdade, eu não teria tanto tempo disponível assim por causa da faculdade e também porque nem todos os meus atendimentos demandam sala, como acompanhante terapêutica.
Uma coisa eu te digo: para o consultório dar certo, a gente tem que estar nele, e se envolver ao máximo. Isso não significa que a gente não possa trabalhar em outro lugar, mas a gente precisa viver a clínica! Uma amiga me disse uma coisa muito interessante esses dias: Já reparou que a clínica é ciumenta?… Concordei com toda certeza.
Voltando à minha história, refleti honestamente comigo sobre o pouco tempo livre que teria e descobri que, por agora, quero continuar assim, sublocando (o espaço da maravilhosa Carla Vilarinho! Carla é esteticista e me acolheu muito bem!) e atendendo domiciliarmente ou a céu aberto, como acompanhante terapêutica. Porque assim eu consigo me dedicar mais aos clientes que tenho. Um cliente não ocupa apenas uma hora por semana: ele significa muito tempo de estudo, questionamentos, supervisão e às vezes preocupação. O que eu quero dizer com isso é que você poderia achar que eu estaria investindo no meu consultório se eu organizasse um lugar “só” meu: mas na verdade eu estaria pulverizando minha energia de forma pouco produtiva nesse momento.
“OK, Gabi… Mas você já tem um andamento na clínica, né?… E quem está começando?…”
É claro que a gente quer ter um lugarzinho da gente (e é uma delícia!), mas às vezes a pressa nos atrapalha. Financeiramente falando, acho super viável a ideia da sublocação (ao invés da locação). Você começa com um paciente… Ao longo do tempo aparece mais um… Depois esse primeiro dá um tempo… Aí depois aparece outro… Se você estivesse alugando uma sala, teria que arcar com ela totalmente (ou parcialmente, se você dividisse com alguém). Na sublocação não é assim: você arca com os horários que usa. Não estou falando isso pra te desanimar, estou falando isso pra você se organizar e saber que o começo pode ser demorado, mas que a médio prazo as coisas começam a acontecer com mais naturalidade e que tudo bem não ter muita grana no começo pra investir nesse espaço. Depois de três ou quatro pacientes e tendo tempo pra ampliar seus horários… aí entendo que assumir uma sala seja viável. Ou seja, no começo não precisa ter muito muita grana mesmo! Tem alternativa. Agora, se você tiver boas condições financeiras… Talvez você avalie por outro ângulo.
Se for sublocar, escolha uma sala que te acolha, com alguém que te responda brevemente sobre as disponibilidades de horário (A Carla faz isso muito bem!). Ao invés de investir no espaço em si no começo, invista nas relações potentes, nas parcerias, no nicho que está vago e que você pode aproveitar pra oferecer um trabalho maravilhoso. O famoso networking. Use as redes sociais ao seu favor e aproveite o tempo livre pra estudar*, pra estar conectado com a clínica, pra se voluntariar. Essa palavra é importante: voluntariar.
Te confesso uma coisa: no começo, há quase sete anos, eu ficava muito aflita e gastava meu tempo com essa aflição. Esse tempo, hoje, me faz falta.
Mas essa é só uma opinião. Converse com outras pessoas.
*Nesse momento do ano tem muita gente bacana anunciando curso e, claro, quero te falar do meu curso de formação em Acompanhamento Terapêutico: https://nossogabinete.com/2020/01/02/curso-de-formacao-em-acompanhamento-terapeutico/
** O texto não é uma ladainha pra te vender meu curso ou qualquer outro.