Sobre Pirenópolis

Cachoeira do Dragão, Pirenópolis

Nas férias de Janeiro de 2018 conhecemos Pirenópolis e pensei em fazer um texto prático, pra quem se interessa em passear por lá.

Piri fica em Goiás e nos atraiu, a princípio, pela quantidade de cachoeiras, mas depois, andando por lá, ficamos encantadas com a cidade, com as pessoas, comidas, casarões, lojinhas… Achamos tudo com um preço justo: da hospedagem aos ingressos para as cachoeiras – todas que conhecemos são pagas, pois a cidade depende dessa renda.

Uma das coisas boas de viajar, é desfrutar das oportunidades, nos permitir ao novo, sair do roteiro e nos aventurar em coisas que não estavam exatamente previstas, mas deixo aqui algumas sugestões a partir da nossa experiência:

1 – Se você não curte lugares cheios e prefere menos movimento, escolha uma data mais tranquila, evitando feriados. Ficamos de quarta a segunda e foi ótimo. A cidade geralmente enche na sexta-feira e o comércio funciona com mais força de quinta a domingo.

2 – As trilhas até as cachoeiras quase sempre são calçadas e bem sinalizadas. Mas isso não quer dizer que você não tenha que andar bastante, subir e descer escadinhas nas raízes das árvores.

3 – Leve água, repelente, protetor, óculos de mergulho pra ver os peixinhos e lanchinho gostoso, pois nem sempre tem restaurante ou lanchonete nas fazendas e, quando tem, podem não estar funcionando dependendo do dia da semana. Se tiver um tênis que possa molhar ou sapatinho anfíbio, melhor ainda pra fazer as trilhas, sem precisar parar pra alternar os calçados.

4 – As fazendas e as cachoeiras estão no GoogleMaps. As estradas estavam boas porque não era exatamente um período chuvoso e conseguimos fazer todos os passeios no nosso carro, que é um modelo simples, andando bem devagar. Pra curtir as cachoeiras, você precisa ir de carro. A outra opção é pagar táxi (ou algum serviço de guia) pra ir até as fazendas, mas o melhor mesmo é ir de carro.

5- Você pode comprar os ingressos nas cachoeiras, mas leve dinheiro porque em algumas não aceitam cartões. Os preços variam entre R$20,00 e R$45,00.

6- Visite a Cachoeira Paraíso, as piscinas naturais são lindas, de água transparente (procure por essa trilha, é super fácil, cerca de 400 metros do restaurante). Também amamos a Cachoeira do Rosário pela transparência. Começamos primeiro pela Rosário e depois almoçamos em Paraíso. Na Rosário também tem restaurante e a trilha depois da cachoeira é linda. Tem que fazer um pouco de esforço pra subir, mas é massa. Em Paraíso não fomos até a Cachoeira do Lobo, pois estávamos cansadas e a trilha é bem longa, 2Km pra ir e 2 Km pra voltar.

7- A Cachoeira Corumbá é magnífica. Lá é massa passar o dia, andar a cavalo até a Cachoeira do Rasgão e fazer o passeio de bóia-cross. A fazenda é muito estruturada, com restaurante e tudo.

8- Sobre a Cachoeira dos Dragões… Na verdade, são 8 cachoeiras numa trilha total, de ida e volta, de 4,5 Km. A andança vale muito a pena, os poços são lindos. Nossa sugestão é começar da oitava, fazendo a trilha ao contrário, pois o percurso fica menos cansativo, com menos subida.

9- Cachoeira do Abade e Cachoeira do Lázaro estavam muito cheias, talvez porque era Domingo. Mas são bonitas. Não priorizaria voltar nelas, mas são bonitas demais!

10 – As cachoeiras da fazenda Bonsucesso tem trilhas tranquilas. São seis.

11 – Ficamos hospedadas em um chalé, Chalé Juliet, dentro da cidade mesmo, no bairro Morro do Frota. Achamos no site da Booking e foi puro sossego, pois o bairro fica mais ou menos a 2 Km do circuito das pousadas e do centro comercial e o chalé é único, no fundo do terreno da casa de um casal super bacana. A entrada é independente e o chalé tem uma mini estrutura de cozinha: geladeira, cafeteira e microondas. Tem algumas pousadas, de fato, fora da cidade (que também são sossegadas), mas achamos complicado pela distância, pois é bacana curtir a cidade durante a noite.

Cachu pra quem é de cachu!

@gabifrancoal

Deixe uma resposta